Agatha

abril 22, 2009 at 3:11 pm (Agatha, Anjo, Livros, Londres, Mago, Vampiro) ()

Bom, após um bom tempo revisão e corrigindo os grotescos erros de português, está ai a mais nova versão do “meu livro”. Como eu o tenho chamado. 

Também me decidi por um nome, Agatha. Isso está ligado a história, então, é válido. Melhor do que Corações Sangrentos (bloody hearts) ou Malditos (ambos não tem nada a ver com a história, se bem que BloodyHearts é um nome legal).

Minha indecisão quanto ao nome é tanta que o arquivo .odt (sim, odt e não doc) se chama “essa eu termino”. Isso também me empurra a terminar esta história, uma vez que nunca obtive tal sucesso (salvo “A Pequena Aventura”, uma pequena história de um esquilo)

Como o negócio todo possui 80 páginas, não irei colocar tudo num post, então, estou disponibilizando o arquivo aqui.

Isso também causa uma quebra de continuidade nos posts, uma vez que o livro já estava muito avançado em relação ao que eu publicava aqui.

Espero não ficar tanto tempo sem psotar partes novas, que serão publidas como foram até agora, posts de capítulos e um pdf atualizado de tempos em tempos.

Link Permanente Deixe um comentário

Londres 2008 : Final de Janeiro

abril 16, 2009 at 12:56 pm (Livros, Vampiro) (, )

Ele tinha descoberto algumas coisas intrigantes depois daquele beijo medonho.

Certo dia no trabalho, um dos poloneses matou um rato, prensando-o entre a porta e a parede.

Quando viu, em primeiro momento ainda comendo um sanduiche de presunto, teve nojo. Vontade de vomitar. Já havia visto animais mortos, mas nunca enquanto comia.

Segurou o máximo que pode o vômito, a cada vez que engolia um pedaço do sanduiche ficava mais difícil suportar. Até que foi ao banheiro vomitar, logo depois de ter terminado com o seu lanche.

Quando teve de limpar o chão do restaurante, no momento que ele foi passar o mop pelo sangue do rato, algo o fez lembrar do presunto, o que o lembrou que no final tinha ficado sem comer nada, e por um momento sentiu fome. Mas lembrou também da cabeça aberta com o cérebro do rato se espalhando pelo chão, e uma vez mais ficou enjoado, mas não tinha mais o que vomitar.

Limpou rapidamente o sangue jogou o pano do mop fora e trocou a água do balde. O estomago embrulhado devido a fome e ao enjôo mesclado.

Então finalmente o dia acabou. A primeira coisa que fez foi parar num Subway para comer.

Enquanto tateava o bolso a procura de moedas encontrou a carta de baralho que o cigano jogara nele outro dia.

Guardou a carta, pagou e sentou numa das cadeiras. Já havia visto a carta algumas vezes, não sabia porque ficava com ela. Sempre que queria jogar fora pensava em algum motivo idiota do porque não jogar, mas esquecia no momento seguinte. A carta era um Valete de Paus. Mas jurou que viu um de Espadas quando procurava pelo dinheiro.

Enquanto comia olhou novamente a carta, Valete de Espadas.

“Que estranho.” Ficou pensando. Abriu o embrulho e começou a comer o sanduiche recém comprado. Tinha pedido um de Atum, de forma que nada o lembrasse do rato. Mas agora era um com bolinhos de carne.

Engoliu em seco o que estava mastigando, quase engasgando e, num movimento compulsório frenético de seu estomago, vomitou novamente. Tinha muito mais coisa lá que o pedaço do Subway que havia comido.

Conseguiu não vomitar em sí próprio, mas despejou tudo no resto do sanduiche. Olhou em volta, não havia ninguém. Saiu correndo, mas voltou rapidamente para pegar a carta de baralho que tinha esquecido em cima da mesa.

Enquanto andava as cegas pela rua ficou examinando a carta. Ela havia se tornado um Valete de Ouros.

“Que diabos é isso?” Era a única coisa que pensava.

Um letreiro desviou sua atenção. Era um cassino. Como não estava com sorte alguma resolveu entrar.

Escolheu uma máquina. Um brinquedo estúpido pensava Saitou. Na máquina havia várias moedas de 1 Pound. A pessoa colocava a moeda, ela caia numa bandeja e se fizesse peso suficiente ou criasse alguma oscilação para virar a bandeja, ganhava alguma coisa.

Colocou moeda, nada. Colocou outra, nada. E assim gastou uns 30 Pounds em moedas. Ele estava cheio delas, e tinha decidido definitivamente a voltar pra casa mais leve.

Do nada lhe ocorreu uma idéia absurda. Pegou a carta de baralho e começou a esfregar nas mãos após confirmar que ainda continuava um Valete de Ouros.

“Ouro, me de ouro.” Ficava repetido. E colocou outra moeda.

Ouviu o barulho da moeda caindo por cima das outras. Em seguida de várias moedas caindo umas por cima das outras, seguido delas quicando no chão.

“- Heim..” Disse quando estava quase virando as costas para ir embora. As moedas da bandeja estava caindo todas.

Incrédulo juntou as moedas, pegando uma bolsa com de mercado que estava no chão e colocando tudo dentro. Não ia ser hoje que voltaria para casa mais cedo.

Depois daquele dia nunca mais pensara em jogar a carta fora. E frequêntemente olhava para ver se virava novamente um Valete de Ouros, mas continuou sendo de Paus.

Olhava a carta principalmente quando ia pro trabalho, a noite. Alguma coisa lhe dizia que aquele Valete de Espadas não era boa coisa.

“Oh merda.” Tinha perdido a paciencia em não falar palavrões depois que um loirinho quase o derrubara no meio da estrada ao esbarrar nele. Saitou por educação tinha se desculpado, mas não teve nenhuma resposta. Então chingou o cara, e depois percebeu que o havia feito em japonês.

Estava olhando para a carta novamente. Havia se tornado um Valete de Espadas. Andou um pocuo e viu que estava sendo seguido. Não sabia quem era, nem o que era exatamente. Tinha que arranjar uma forma de despistar o perseguidor.

Entrou num beco e comecou a andar, cade vez mais rápido.

“- Hei.” Um homem falou atrás dele. Estava mais próximo do que tinha calculado.

Ao se virar a primeira coisa que viu foi a jaqueta preta e laranja, a mesma que aquele morto que não tava morto e tinha ficado vivo com uma faca no peito usava, a mesma que o medigo que o atacara a muito tempo atrás usava.

Olhou para o rosto do homem e reconheceu o loiro que assassinara uma vez perto do trabalho, o rapaz que ele havia encontrado vivo novamente e que nao tinha morrido.

“- Porra, caralho, merda, assombração.” Começou a xingar e a correr. Sua vida estava naquilo.

O loiro que começou a perseguí-lo ria da situação, parecia ser capaz de alcançar Saitou facilmente, e que estava apenas se divertindo com aquilo.

Saitou pegou a carta desesperadamente implorando para ver um Valete de Ouros. Viu que era vermelha, mas ao reparar direito percebu que o naipe era de Copas.

“O que isso significa?” Ficou se perguntando. Olhou por cima dos ombros e viu algo oscilando no ar.

Parou derrepente ignorando completamente o morto-vivo que o perseguia. Um círculo de cor vermelha pulsante se materializava no ar. Havia algumas incrições que ele não indentificou. No momento seguinte o vermelho, que o fez se lembrar do sangue do rato, ondulou numa explosão de luz negra, uma explosão de escuridão que engolia as sombras.

Em seguida tudo voltou ao normal. Voltou também o enjôo. Se apoiou no joelho e começou a vomitar, não dando a mínima para o loiro que estava praticamente sobre ele.

Finalmete teria sua vingança pensava. Havia pego aquele instrumento de seu mestre escondido. Era uma manopla com quatro garras de metal encantado.

Ia cortar o japonês em mil pedaços e jogar para os ratos comerem. Não sabia porque ele tinha parado, talvez tivesse desistido da vida, e por um momento pensou ver um clarão vermelho, mas isso não importava, o japa ia morrer.

A garra estava descendo bem sobre a cabeça ruiva quando ele levou um chute. O loiro acertou a parede com tudo, perdendo levemente os sentidos.

Saitou caiu no chão com o ombro ardendo como se estive em chamas e totalmente dilacerado. Duvidava de como aquilo continuava ali, grudado ao seu corpo.

“- Ai minha unha.” Alguém falou.

“- Deixa, melhor sairmos daqui bem [ancora].” Tudo o que viu foi uma silhueta de uma mulher meio careca se aproximando antes de cair incociente. Havia algo de familiar naquilo.

Link Permanente Deixe um comentário

Histotinha Rlz

abril 14, 2009 at 1:48 pm (Livros) ()

Um pouco sobre os personagens:


Saitou
Makoto:
Uma
pessoa estúpida, sem aptidão a nada, ninguém
sabe como virou guarda provinciano, nem mesmo ele sabe explicar direito. Possui um Heróico e Nobre senso para se meter em
confusão. Principalmente as de seu sobrinho Tales (falaremos
dele depois) que vive tirando proveito da notória credulidade
de Saitou, o herói da história (até os mais
experientes malandros ficam boquiabertos com a facilidade com que
saitou cai nas histórias). Essas brincadeiras sempre foram
inocentes, e sempre acabaram apenas em constragimento, mas acabaram
tornando perigosas quando ele decidiu seguir as palavras de um velho
bêbado que ele nunca tinha visto antes. Então ele partiu
numa busca por uma cidade que, ao que tudo indica, é um lago.

Lia,
a Donzela:
Uma mulher alta (nem
tanto), loira (natural), encorpada (corpo de mulher) e jovem (16
anos). Conheceu nosso herói quando foi supreendida por ele
enquanto se banhava nua num lago próximo a sua vila Saftá.
Ele lhe contou sua história e ela decidiu ajudá-lo. Na
verdade ela tem outros propósitos, pois quando muito jovem (6
anos) ela se perdeu na Floresta Negra e o espirito de uma bruxa
tomaram posse dela, então, quando fica próxima aos
mortos ela começa a se transformar (olhos, cabelos, roupas e
até o corpo escultural) tornando-se uma morena, de altura
média, corpo frágil, plea branca (tumular) e olhos,
vermelhos (pra dar um clima). Ela enfeitiça homens com sua
beleza para escalpar de sua maldição, mas os feitiços
não dão certo com Saitou.

Hagart,
o Cavaleiro:
Podereso e nobre
cavaleiro sem nenhum senso de direção, mas altamente
corajoso, cavalga o mundo com seu fiel Dromo, um camelo que poe
muitos cavalos na poeira quando o assunto é correr,
principalmente no deserto e nos outros terrenos. Ele conhece nosso
herói num pub, e dá ouvidos a sua história,
decidindo ajudá-lo. Apesar de ser forte e destemido, um ar
mórbido exala dele, parece que a morte o precede onde quer que
vá, mesmo que ninguém morra. O que causa a Lia algumas
perturbações devido a sua transformação.

Tales
Makoto:
Sobrinho do nosso
herói, adora tirar sarro da cara dele e vive deixando ele
constrangido. Quando Saitou volta pra casa, ele vai junto de seu tio
na nova aventura apenas para lhe causar mais consfusão e
prejuizo, enquanto ri da cara de bobo de seu tio. Mas ele é
habilidoso no uso de facas, e pode atirá-las a grandes
distâncias com incrível precisão e força.

Nimbo:
É só um rato que
fala.




Começo
Básico


Nossa história
começa com outra qualquer, um bêbado, num bar.


Após a
ronda de rotina aos arredores do vilarejo de Cyank, lugar onde nasceu
e reside, nosso amigo, Saitou Makoto, vai, como de costume, ao Pub da
vila. Assim que avista o Pub, vê um velho sendo jogado para
fora, não era nenhum dos bêbados da vila, pois conhece a
todos.

Ao se aproximar
do senhor, o velho começa a falar que sua vila havia sido
atacada por monstros terríveis, e que quase todos estavam
mortos, apenas ele conseguiu sobreviver, era perceptível o
cheiro de cachaça que exalava do velho, e também era
totalmente contestável a veracidade da história, pois
nosso bêbado mencionou que sua vila ficava num lugar, que,
segundo as coordenadas, era um lago!

Mas devido ao
seu senso de dever e a sua magnífica e incomparável
credulidade, Saitou prometeu que iria averiguar.

Na verdade,
Saitou já estava de saída quando lembrou do motivo pelo
qual havia se dirigido ao Pub, beber até cair!

Leia o resto deste post »

Link Permanente Deixe um comentário

Malditos – parte 3

março 24, 2009 at 2:04 pm (Agatha, Improprio, Livros) (, , )

Bom, depois de algum tempo, voltei a revisar alguns capítulos.

Segue aqui o conteúdo completo de tudo o que foi publicado até o persente momento.

E aqui apenas a terceira parte da edição.

 

Em ambos os arquivos, o último capítulo é novo e não será publicado num post separado.

Link Permanente Deixe um comentário

Londres: Começo de 2008

março 22, 2009 at 5:27 pm (Livros, Londres, Vampiro) (, , , , )

A vida de Saitou havia mergulhado em total desgraça. Não era nada do trabalho, era apenas o resto. Havia matado mais duas pessoas, uma velhinha, usando bengalas, Saitou a tinha ouvido falar ao telefone sobre onde ele se encontrava, onde estava morando, e continuou a seguí-lo. Antes de chegar em casa ele a empurrou sutilmete no meio da estrada. Um carro da polícia que vinha em alta velocidade com a sirene ligada acertou ela antes que tocasse o chão. A segunda morte não tinha sido bem uma morte. Ele ainda não entendia. Tava indo novamente para o trabalho, tinha cortado caminho por um beco pois havia descido no ponto errado. E mais uma vez encontrara o cara com a jaqueta maldita. Novamente, sem pensar Saitou o atacou. Uma facada no coração seria suficiente.

“- Cara, isso dói.” Disse o jovem loiro. Saitou o reconheceu, já o havia matado antes perto do trabalho. Pensando ter visto uma assombração ele saiu correndo.

Não parou nem olhou para tráz para saber se estava sendo seguido. Dessa forma não viu que o jovem tirava a faca e a guardava no bolso e ria do desespero de Saitou. Ele também não viu que um homem, usando um chapéu de abas largas se aproximava do jovem morto-vivo e o mordia no pescoço.

Agora estava no metrô, um lugar seguro.

“O que foi isso?” Ficou se perguntando quando, num piscar de olhos, pensou ter visto uma criatura de aparência horrenda enconstada em um canto mal iluminado do último vagão. A lâmpada alí devia ter queimado a poucas horas.

“Deve ser só minha imaginação.” Ficou repetindo para sí mesmo em pensamento. Voltou a pensar em como sua vida havia decaído. A pouco tempo, quando chamou por um serviço de mulheres, descobriu que a amiguinha de sua irmã era uma prostituta.

“- Pelo amor dos deuses. Você tem 16 anos.” Disse ele na ocasião.

“- Isso não é um problema seu.” Respondeu ela. “- O que vai ser, vai me foder ou não? Ou vai querer só um boquete. Só não faço anal, ainda.”

Terminou transando com ela. Tentou falar com sua irmã, para ficar longe dela, pois estavam vivendo juntas, sozinhas num flat, desde que seus pais havia se matado. Mas tudo o que conseguiu foi um tapa na cara quando mencionou que tinha ido pra cama com ela.

Enquanto Saitou pensava em toda o seu azar recente, um jovem vestindo calças jeans rasgadas e uma camisa do Kiss entrou e sentou num banco na frente de Saitou.

“Beijo.” Riu consigo mesmo ao ver o nome da banda. E então percebeu que não era a primeira vez que pensava aquilo. Já havia visto uma camisa daquelas antes.

O homem começou a brincar com um maço de baralho. Mas outra coisa lhe chamara a anteção. Uma aberração, um homem, ou o que Saitou acreditava ser um homem, usando salto alto, calça jeans colada vermelha, camisa baby-doll verde. O cabelo estava raspado de um lado, o outro era pintado de rosa e loiro. Uma tatuagem laranja e azul-celeste sob a forma das máscaras do teatro era hostentada na parte raspada da cabeça. Ele sorriu pro Saitou, piscou um olho e lhe mandou um beijo.

Saitou enrubeceu na hora, as pessoas em volta percebiam o seu desconforto, o que só piorava a situação. Quando a criatura se aproximou de Saitou, reparou no cigano jogando cartas. Virou pra ele e guspiu em sua cara. Após isso se dirigiu para outro vagão, esquecendo de Saitou.

O homem, que usava também um chapéu de abas largas limpou a cara, deu uma risada da situação e continuou a brincar com as cartas, sem se importar com os olhares tortos que recebia das pessoas do vagão.

“- O que você tando olha?” Perguntou para Saitou que não havia desviado a atenção depois de alguns minutos.

“- Nada não.” Respondeu ele. Sem olhar para as cartas, o cigano tirou um valete e o arremessou em Saitou, todas as outras cartas pareciam ser Ases.

Saitou apenas pegou a carta e a guardou para sí. Não sabia porque, apenas sentia que tinha que guardá-la.

“- O senhor no último vagão que está se escondendo nas sombras. Queira deixar o trem na próxima estação.” Disse uma voz eletrônica feminina nos auto-falantes do trem.

Assim que o trem parou algumas luzes piscaram, isso as vezes acontece, e depois todas acenderam normalmente. Quando ele partiu novamente, Saitou viu o mesmo ser asqueroso que tinha visto no começo da viagem lhe acenando com as mãos.

“- Preciso de um psiquiatra.” Disse em voz baixa.

“- Como?” Perguntou o cigano. Ele não brincava mais com as cartas.

“- Ah!. Nada.” Respondeu encabulado ao perceber que tinha falado em voz alta. “Realmente preciso de um psiquiatra.”

Estava vindo de Wembley Park, onde tinha assistido um jogo no novo estádio. Tinha pego a Metropolitan Line. Menos paradas, menos pessoas, mais rápido.

Quando o trem chegou em Baker Street Station, a estação que fica próximo ao museu do famoso Sherlock Homes trocou para a Hamersmith & City Line para poder ir para casa.

“Sherlock Homes.” Ficou pensando Saitou. “Morei a vida toda em londres e nunca fui ao museu, talves, algum dia desses.” Frequentemente pensava nos lugares que gostaria de ir e nunca fora, sempre que passava perto, como a Tower Bridge, uma ponte construída no começo de londres pelos romanos, no London Eye, a maior roda gigante do mundo, Hyde Park, dentre outros locais. Sempre pensava que qualquer dia desses iria, mas até o momento não havia ido.

O homem de cabelo loiro-rosa havia voltado ao vagão em que Saitou estava e começou a lhe encarar.

“Que sorte. Mais essa agora.” Saitou não conseguia evitar olhar pelo canto do olho, havia algo nele de estranho, algo não humano que chava a atenção.

Assim que estava para sair do trem e percorrer o último trajeto até sua casa. Quando estava esticando as pernas para alcançar a plataforma, alguém lhe agarrou o ombro e o fez dar meia volta.

Era o mesmo homem, a camisa baby-doll e o volume na calça colada lhe chamou vergohosa atenção. Havia perdido o equilíbrio, só estava sendo apoiado pela mão do estranho. Ele então aproximou a cara do rosto de Saitou e lhe deu um beijo.

Foi inesperado, Saitou ficara sem reação e o travesti aproveitou a oportunidade para colocar sua lingua dentro da boca que beijava, soltando Saitou em seguida, que caiu de costas no chão fora do trem.

A porta fechou e ele ainda lhe mandou mais um beijo e uma piscadela de olho.

Link Permanente Deixe um comentário

Edem : —

março 21, 2009 at 5:04 pm (Anjo, Livros) (, , , , )

Acordei no meio da noite. As estrelas ilustravam o céu. Uma sensação de urgência me incomodava. Sabia que havia chego o momento.

Havia voado a máxima velocidade que possuia. Ainda não tinha muita habilidade em abrir portais. Além disso, algo me dizia para ir voando.

A cidade estava quieta, apesar de movimentada. Muitos celestiais vagam durante a noite, a maioria você não os encontra durante o dia.

Caminhei muito até chegar ao centro da cidade. Até a grande torre de cristas, a Cidade das Núvens, Sancta Turrim, a mais antiga das cidades do Edem. Dizem que quando tudo foi criado, foi nela que os 7 primeiros Arcanjos se encontraram.

Estava bem próxima da torre quando o ví. Cabelos longos e dourados, um grande manto branco o cobrindo. Os olhos azuis profundos transmitiam uma calma que tempestade alguma poderia abalar. Podia sentir seu poder, sabia quem ele era.

“- Está na hora.” Disse o celestial. “- A Grande Tempestade está indo de encontro ao seu fim. O que a calmaria revelará, apenas o Criador sabe.

Dito isso, ele se virou e desapareceu no ar, criando distorções como se fossem ondas. Era um portal, o seguí imediatamente.

O lugar onde me encontrei era mal iluminado. Um corredor estreito, feito de pedra. A pouca iluminação que as pedras mágicas presas ao teto dava permitia que eu visse os intrincados desenhos e runas gravados na parede. Animais, pessoas, anjos, demônios. Uma terrível batalha sendo assistida por gigantes olhos de pedra.

Ele avançava a frente caminhando de forma suave. Não havia uma imperfeição no fluxo de seu movimento lento e direto.

De forma lenta também passei a seguí-lo. Não ousava me aproximar de tamanha magnitude. Sempre me foi dito que ele era gentil, compreensivo, mas isso só servia para criar um respeito e temor ainda maior por ele.

Após andar alguns minutos, ele parou e tocou na parede, as runas se iluminaram numa luz azul cálida, continuando seu caminho em seguida sem falar uma palavra, sem olhar para traz ou para os lados.

Por mais seis vezes ele repetiu o processo, tocando três vezes em cada parede e uma no chão.

“- Cada runa represanta um dos 7 primeiros.” Ele falou no memento que tomava coragem para lhe perguntar o que significavam. Estava muito curiosa. Logo ele dobrou a direita num entroncamento de corredores. Uma luz azul forte, quase branca, emanava do corredor.

Havia uma porta de madeira no final do corredor, por detras dela havia um pequeno quarto, repleto de estantes carregadas de livros. Sobre uma grande mesa ao centro repousava um livro aberto.

“- Rogo-lhe que daqui por diante, esqueça tudo o que existe for a desse aposento.” Apenas acenei com a cabeça afirmativamente.

“- Ficaremos aqui por algum tempo, melhorando suas habilidades, seus conhecimentos.”

“- Sim.” Respondi com dificuldade.

A partir daquele dia não saimos da biblioteca. Por um mês ficamos isolados de todo o mundo. Nesse tempo, descobri que estavamos na cidade de Libraria. Numa das câmaras mais profundas da cidade-biblioteca

Quando chegou o fim do mês, ele me explicou o que deveria fazer, tudo começaria com uma pequena missão de vigilha. Cuidar de uma pequena família. Fiquei aliviada com o que ele disse, não parecia algo difícil. Mas o que ele falou em seguida acabou com minha tranquilidade.

“- Você vai ocupar o lugar deixado por Harold após sua falha.”

“- Não se preocupe.” Ele continuou. Certamente tinha notado meu temor. “- Jamais estará sozinha. Todos na Falange são responsáveis pela segurança do próximo.”

Enquanto nos dirígiamos para fora da cidade subterrânea, ele ainda me disse que muito acontecimentos estão girando em torno de uma pessoa daquela família. Essa pessoa tinha herdado de forma desconhecida os mesmos poderes que Agatha, a mais nefasta das criaturas infernais.

Talves essa pessoa não se torne um ser de maldade como Agatha, e por essa experança ainda não foi destruída.

“- As ditorções que ela está causando na Umbra Plana indicam que o despetar está próximo. Mas não sabemos o que vai de fato acordá-la.”

Eu já tinha ouvido falar desse nome antes. Um pequeno boato, um sussuro de tempos antigos. A pequena história conta que, nos princípios do tempo, uma anja se relacionou com um demônio, gerando assim o que viria a se chamar Agatha. Tal criança não nasceu de forma comum, a gravides durou eras, o momento do nascimento nunca foi descoberto. Quem era a mãe e o que aconteceu, nenhuma das lendas a respeito informa de forma coerente.

Tal criança, quando cresceu e despertou seus poderes, trazendo destruição a tudo a sua volta, foi destruída de forma peculiar. Ela teria sido abraçada por um vampiro.

As lendas diferem em muitos pontos, mas que foram um celestial e um infernal que deram origem à Agatha e que foi um vampiro que causou sua destruição estão presentes em todas. Assim como que o celestial em questão, era uma mulher.

Logo chegamos a uma escadaria, estreita e escura. Por ela subimos por vários minutos, até alcançarmos o topo. Quando ví luz no final da escada, pensei estarmos indo para fora da terra. Mas acabamos em outra galeria de livros.

O lugar era amplo e alto, o que nos permitiu voar. Chegamos rápido na superfície. Era noite. Rapidamente ele abriu um portal e mergulhou nele. O seguí sem temor.

Link Permanente Deixe um comentário

Londres : Começo de 2008

março 14, 2009 at 1:48 pm (Improprio, Livros, Mago) (, , )

Estava saindo da estação congelada. Teve de ficar 10 minutos esperando para que o trem voltasse, pois tinha dormido demais.

“- Porque não fiquei jogando.” Se perguntou assim que saiu para o ar gelado. “- se não tivesse dormido a esta hora estaria em casa.”

Andou sem muita pressa, ignorando o frio sem vento que o cercava. Apenas uma brisa leve soprou quando chegou perto de casa.

Assim que entrou pelo portão começou a procurar pela chave, sempre esquecia em que bolso colocava e, para piorar, adorava jaquetas com dezenas de bolsos.

Foi caminhando até a porta, não encontrando a chave, foi quando notou que ela estava na fechadura.

“- Que merda.” Repreendeu a sí mesmo. “- Só que falta terem me assaltado.”

Não era comum ocorrer assaltos, principalmente no inverno, mas não se devia dar chance ao azar.

Entrou pela porta e relachou um pouco no ar quente produzido pelo sistema de aquecimento da casa. Em seguida, começou a olhar os comodos.

Os casacos no cabidero do corredor, estavam todos lá. O telefone também, assim como o modem DSL wireless, que lhe dava acesso a internet em qualquer canto da casa.

Olhou na cozinha. Micro-ondas, forno elétrico, todos os eletrodomésticos no lugar.

Checou a geladeira e os armarios e chegou a conclusão de que se alguém fosse assaltá-lo, provavelmente iria colocar comida ali.

Passou pela sala, nada de errado também, entrou no quarto. Checou o guarda roupa e o lugar no assoalho solto debaixo da cama onde guarda dinheiro para emergências. Tudo certo.

“- Paranóia doida.” Apesar de ter checado tudo, ainda não estava convencido. Resolveu comer algo, e pela terceira vez no dia percebeu que não tinha nada para comer. Sem comida, foi para o quarto, deitou e dormiu.

Acordou varado de fome no início da noite. Resolveu tentar um daqueles panfletos. Primeiro ligou para um restaurante, reservando uma mesa para duas pessoas nun canto reservado. Depois ligou para o serviço que ofercia mulheres brasileiras. Já havia contatado serviço de asiáticas antes, de fato, era a que mais escolhia, pois tinha uma fraqueza pelos olhos puchados. Mas dessa vez queria algo de diferente.

Ligou, deu o número do cartão de crédito, afinal, primeiro eles cobram, depois mandam a mulher, ou as vezes não mandam nada, e marcou o lugar de encontro. Um restaurante próximo ao Holand Park.

As 9:50 já estava chegando no restaurante. Falou com a recepcionista, disse que estava esperando por uma companheira que iria chegar em alguns minutos e que esta fosse guiada até sua mesa.

“- Tudo bem senhor. Como desejar.” Ela respondeu. Conduzindo em seguida Tracy para a sua mesa.

Ela quis deixar o menu com ele, mas ele disse para entregar apenas quando a moça chegasse.

Enquanto Tracy se acomodava, uma mulher, cabelos longos e ondulados, de um preto brilhoso, usando um vestido que ia até o joelho vermelho e um casaco preto por cima, para proteger do frio, entrou no restaurante e ficou esperando, paciente a recepcionista.

“- Em que posso ajudá-la?” Perguntou a mulher voltando para seu lugar.

“- Vim me encontrar com um amigo.” Disse a recem chegada. “- Acredito que ele já tenha chego. O sobrenome é Grimaria, Crow Grimaria.”

“- A sim.” Respondeu ela. “- Me acompanhe por favor.” Dito isso ela pegou novamente os menus que havia depositado numa mesinha a parte e foi na direção de Tracy.

“- Prazer, Tracy.” Falou ele levantando-se assim que viu a moça se aproximando. Ela lhe parecia familiar, mas não lembrava de onde.

“- Paola.” Respondeu ela toda sorridente. E sentando em seguida na cadeira puchada por Tracy.

“- Aqui estão os menus.” Disse a recepcionista entregando os menus de forma pouco polida.

“- Tracy não é nome de mulher não?” Começou Paola puchando uma assunto.

“- É.” Admitiu Tracy. “- Acho que minha mãe queria uma menina. Pois já tinham um menino. Mas garanto, sou homem. Totalmente homem.” Riu ele.

“- E o seu irmão. Está aqui pela inglaterra?”

“- Não. Não o vejo de criança. Ele saiu de casa ainda adolecente.”

“- Agora.” Disse Tracy mudando o assunto. “- Você não me é estranha. Já nos vimos antes?” Falar do irmão era algo que Tracy definitivamente não queria. Principalmente com uma estranha que estava conhecendo apenas para transar.

“- Acho que já.” Respondeu ela encabulada. Queria evitar este assunto. “- Você me viu com minha namorada a cerca de um mês atrás.”

“- Oh.” Foi o máximo que ele conseguiu dizer.

“- Então..” Tracy estava visivelmente desconfortado. Tanto tempo pensando em encontrá-las novamente. Tantas punhetas batidas pensando nelas. E agora estava sem reação. “- Então, a noite de vocês foi boa?”

“- Foi ótima. Transamos loucamente.” Ela não parecia nem um pouco inibida com o assunto. Isso era uma surpresa para ela. Sempre tinha vergonha de admitir que tinha relacionamente com mulheres. Mas nenhuma em falar sobre sexo.

Logo uma garçonete veio atendê-los. O uniforme era uma calça e sapatos pretos, com camiseta branca. Podia se ver que estava sem sutiã.

Eles pediram uma garrafa de vinho e pão de alho como entrada.

Ficaram no restaurante por cerca de uma hora, indo em seguida caminhar no parque ao lado.

Andaram pelos caminhos mais escondidos, escolhendo um banco que ficava bem for a de vista.

Conversaram por mais algum tempo, até que começaram a se beijar e a trocar carícias.

Ela começou a fazer sexo oral nele, e enquanto ele estava aproveitando o orgasmo que tivera na boca dela, ela saiu. Discretamente.

Assim que notou estar sozinho, se arrumou e foi na direção da estação. Na estrada ele podia vê-la. Mas estava exausto, não conseguia correr direito.

Entraram ambos na estação de High Street Kensington. Paola entrou num trem que já estava parado, pronto para sair.

“- Me liga.” Disse ela enquanto o trem fechava a porta e um desesperado Tracy quase arrebentava a cara no vidro.

Ele havia pego o telefone dela durante o jantar. Concerteza ligaria.

Link Permanente Deixe um comentário

Malditos – parte 2

fevereiro 26, 2009 at 4:16 pm (Agatha) (, , )

Bom, aqui vai o pdf com a segunda parte revisada (aqui), e o arquivo com as duas partes (aqui).

A primeira parte sofreu uma pequena revisão, mas ambas podem conter erros, tanto de gramática, como de concordância. Quanto a isso eu agradeceria se me dissessem a página onde encontrá-los, e os erros em sí, é claro)

Fica aqui uma aviso, se acharam o primeiro trecho do prelúdio pesado, o último capítulo possui uma linguagem muito mais “de baixo calão”.

Eu ainda não estou decidido quanto a um nome para a história, Bloody Hearts é legal, mas é em inglês, enquanto Malditos ficou tão sem graça…

Link Permanente Deixe um comentário

Edem : —

fevereiro 22, 2009 at 4:26 pm (Agatha, Anjo) ()

Já fazem alguns meses que estou no paraíso. Logo no primeiro dia arranjamos mais roupas para mim e alguns móveis para o meu quarto.

Desde então tenho estado sob constante aprendizado. Logo que aprendi o básico, comecei a fazer pequenos serviços para meu tutor. Coisas como entrega de mensagens e marcar encontros com outros anjos poderosos.

Em um dado momento eu o acompanhei até a cidade de Prístina, para um encontro com a Cúpula dos Sancti, o cléro a que faço parte.

Pristina é uma cidade gigantesca. Esta contruída em volta de uma outra cidade, que tem a forma de uma gigantesca torre. Os mais variados estilos arquitetônicos podem ser encontrados em Prístina. Desde castelos fortificados a palácios esplendorosos, arquitetura greco-romana aos prédios góticos da idade média, e por fim, os mais recentes, arquitetura moderna, com altos e magníficos prédios.

Naquele dia o acompanhei até um magnífico castelo. Apesar de todo o expendor que era a construção como um todo, se fosse analisado peça por peça, o castelo não passaria de uma fortaleza simples, com coisas simples nela. São os espíritos e celestias que habitam o lugar que o tornaram tão magestoso.

Eu fiquei no salão principal e não pude ver muito, pois meu mestre tinha urgência mas não sabia em quanto tempo estaria livre para fazer outras obrigações, de forma que eu não poderia ficar explorando o castelo.

Ele estava tenso na ocasião, e no dia seguinte havia ido para terra. Me incubiu de cuidar da casa e de praticar minhas habilidades. E reafirmou que eu não poderia entrar em seu quarto. Que a casa devia ser destruída antes que qualquer estranho chegasse nele.

Isso me deixou com muitas dúvidas, e fiquei insegura com relação a ele. Mas cumpri o que me foi ordenado.

Um mês depois ele retornou ferido. Era noite, e estava frio na Acácia, a região do Edem onde vivemos. Eu cuidei de seus ferimentos mesmo ele dizendo o tempo todo que não era necessário, mas agradeceu a ajuda de qualquer forma.

“- Chegou a hora das asas se estenderem.” Disse-me um guardião no sonho daquela noite.

“- Quando o tempo chegar vá até Prístima.” Como da primeira vez, era dois, estavam nús e se alternavam ao falar.

“- Vá até a torre.” Os dois eram loiros, pareciam gêmeos. Mas cada qual tinha olhos diferentes.

“- Um amigo inesperado lhe acolherá na Cidade das Núvens.” O primeiro de olhos azuis era calmo e tranquilo.

“- Faça como ele lhe disser.” O segundo, de olhos verdes, era resoluto e aparentava superioridade.

“- Quando o tempo chegar.” Terminaram juntos os dois guardiões.

O resto de minha noite fora tranquílo. Comecei a contar sobre o sonho para Harold, mas ele me disse que não o compartilhace a não ser com quem os guardiões indicassem. Então me calei.

* * *

Eu estava cansada, voltando de Libertatis após levar uma mensagem de meu mestre a um Querubim que lá reside.

Estava vindo pelo norte de Acácia quando avistei meu jardim. Lembrei das palavras de Harold quando me disse que o bosque se chamaria Bosque do Repouso. Bem, repouso era o que estava precisando.

Já era entardecer, notei assim que pousei no jardim que o tempo havia se igualado ao do resto do Edem. Caminhei um pouco pelo jardim e entrei no bosque. Pela única trilha que havia nele, o mesmo caminho que eu tinha feito quando saí, apesar de não lembrar de tal trilha existir na época.

Fui até a fonte e tomei um gole da água restauradora. Após alguns segundos desfrutando da pureza da água resolvi seguir o córrego.

Ele adentrava no meio das árvores, o caminho era fechado, mas não difícil. O pequeno córrego não demorou para se abrir numa pequena lagoa, com mais ou menos 7 metros de diâmetro. Tirei a minha roupa e dei um mergulho. Não havia problema algum, aquele era o meu jardim, meu bosque, meu lago. Ninguém podia chegar ali sem que eu tivesse conhecimento.

Assim fiquei, boiando nua na água límpida e calma do pequeno lago. Antes da noite cair, adormeci.

Link Permanente Deixe um comentário

Londres : Começo de 2008

fevereiro 21, 2009 at 3:29 pm (Agatha, Londres, Mago) (, , , )

Um mês havia se passado desde que levara o PSP para a autorizada. O rapaz da loja tinha ligado e dito que o equipamento já estava concertado. Porém Tracy não estava com a mínima vontade de sair de casa. Estava fazendo muito frio ultimamente, mas decidiu que ainda naquela tarde iria ao centro.

Fazia isso todos os dias da semana, tomando coragem quando lembrava da supresa que tinha tido. Havia gozado inúmeras vezes pensando nas duas garotas. E tinha ainda mais o fato intrigante do velho do metrô. Mas perdia totalmente a vontade quando abria a porta e recebia a rajada de vento frio.

Preferia ficar em sua confortável casa. Não era grande, dois quartos, um banheiro com uma banheira grande, uma cozinha e uma pequena sala com uma estande contendo alguns livros.

Tracy morava sozinho, mas nunca tinha se sentido solitário.

Já havia contratado serviços de acompanhantes para satisfazer sua necessidade sexual. Mas isso tinha o incoviniente de ir para um hotel. Não confiava a ponto de levá-las em sua casa.

Olhou novamente na geladeira, estava com pouca coisa, nada que lhe desse vontade de comer. Olhando nas despensas também não achou muita coisa. Definitivamente tinha que sair de casa. Trocou de roupa colocando um casaco pesado que havia comprado 3 semanas atrás na Primark. Pegou a câmera digital e saiu de casa. Decidiu pensar no frio quando estivesse na metade do caminho até a estação. O que seriam bons 10 minutos.

Quando olhou no relógio já havia transcorrido 7 minutos. Ótimo, havia poupado 3 minutos do tempo habitual. Andava rápido, para chegar o mais rápido possível na estação. Mas não ousava correr, pois isso esquentaria muito seu corpo e ele teria que repousar e recuperar o fôlego no frio se o trem não viesse rápido.

13 minutos, estava quase chegando, a estação já estava a vista. Então se lembrou de pegar o Oyster. “- Será que volto para pegar?” Disse pra si mesmo. Quando começou a pensar que teria de voltar pra casa, entrar num ambiente quente e sair para a rua, passou a sentir frio. Coisa que não havia lhe ocorrido durante o trajeto.

“- Pensar no óbvio.” Era isso que o velho havia lhe ensinado. “- Concerteza acharei um passe válido no chão.” E com resolução continuou. Correndo do frio que não desgrudava dele. Não ficou procurando pelo chão para ver se via algum passe, pois havia alguns, e ficar catando papel do chão no meio daquele vento gelado não era algo que achasse conveniente. Ao invés disso apenas se abaixou, pegando um passe qualquer e o passou pela catraca, liberando a passagem.

Um fiscal ficou olhando atravessado para Tracy, mas ele não reparou.

“- Haha. Funciona.” Gritou no meio da estação deserta.

“- Talvez..” Começou a dizer entrando no trem que acabara de parar. “- Talvez se eu pensar em encontrar aquelas garotas do outro dia. Eu encontre ao menos uma delas.” Escolheu um banco do vagão vazio e começou a pensar nelas.

“- Eu vou encontrar, eu vou encontrar..” Ficou repetindo a viagem toda.

* * *

- This station is Tottenham Court Road.” Disse a voz feminina eletrônica. “- Change here for the Central Line. This is a Northem Line Train to South Wimbledon.”1

Tracy levou um susto ao ver que as portas estavam fechando, tentou correr mas deu de cara com o vidro.

O trem começara a andar, tarde demais, havia passado duas estações do ponto que queria descer.

Quando o trem parou em Leicester Square Tracy se dirigiu para a saída, ao invés de pegar a linha no sentido oposto.

“- O mundo já acabou.” Dizia um velho no meio da calçada. “- A batalha do apocalípse já terminou, somos apenas os sobreviventes do cataclísma.”

“- Tem cada um que aparece por aqui.” Disse Tracy falando sozinho sem reparar todos que passavam por ele enquanto falava lhe dirigiam mais olhares de desaprovação do que para o velho mendigo.

“- Olhem as guerras de hoje. É o mal fazendo o que bem entende. Pois o Senhor foi derrotado.”

As palavras do velho se perdiam no ar. Tracy as ignorava, tendo voltado a pensar nas duas garotas. Havia sonhado com elas nos últimos dias. Certamente era um sinal.

Começou a andar na Charing Cross Road. Seria uma longa caminhada. O vento frio soprava pela longa avenida. Ônibus passavam ao seu lado, vermelhos, com dois andares. Mas não teve enteresse. Estava começando a gostar de andar.

Naquele dia que conhecera o velho, havia escrito um pequeno diário, sobre o que havia ocorrido. E para sua supresa, e satisfação. Quando o releu, não conseguiu achar outra forma de reescrevê-lo. O que ele tomava por verdade não poderia ser mudado, não importava o que qualquer um dissesse, o que ele viu, foi verdadeiro.

Um sol fraco apareceu por meio das núvens sempre presentes na capital britânica. Não aqueceu nada, a luz foi indiferente, logo desapareceu no céu nublado.

Enquanto andava olhando pra cima, vendo as núvens negras que começavam a aparecer, acabou esbarrando numa pessoa. Tinha cabelos vermelhos vivos, apesar do porte japonês.

- Gomenasai.”2 Falou o homem sem olhar o que havia ocorrido, não se importando se teria derrubado ou não uma senhora de idade.

-You’re Wellcome.”3 Respondeu Tracy dando pouco caso ao esbarrão e continuando seu caminho.

Meia hora depois passava pelo lado do Centre Point, um dos maiores prédios londrinos, e atravessava a rua. Mais um pouco e finalmente chegaria na loja.

Enquanto caminhava pela Tottenham reparava na quantidade de lojas de computadores que havia por ali, uma do lado da outra. As vezes duas lojas da mesma rede a poucos metros de distância.

Talvez desse uma olhada depois, afinal não tinha comuputador em casa desde que seu último notebook havia quebrado a tecla “tab”. Não que ele precisasse da tecla, mas o fato de ter quebrado significava que era velho, o que era igual a lixo. Como muitas pessoas, apenas o colocou perto da lata de lixo próxima a sua casa.

Na loja pagou os £ 50,00 pounds restantes. O rapaz que o atendeu o ligou na frente de Tracy demonstrando que estava em perfeito funcionamento.

“- Obrigado.” Disse ao receber o PSP de volta. Finalmente poderia voltar a jogar, mas havia perdido um pouco do seu interesse por jogos.

Começou a andar sem rumo na direção de Oxford Street. Procurando pelas garotas do mês passado. “- Ao menos uma.” Repetia sem ninguém para ouvir. Mas quando chegou na rua principal. Resolveu deixar de procurar e voltar pra casa. O vento estava cada vez mais frio e o céu ameaçava chuva.

Correu na direção da estação que não estava longe dalí. Porém, antes de chegar na estação. Parou e pegou um panfleto numa cabine telefônica.

Já no trem resolveu olhar o panfleto que tinha pego.

“Mulheres inglesas e esocessas que fazem tudo.” Dizia o anúncio com uma mulher européia de cabelos negros nua, mas com estrelas tapando as áreas pornográficas. Em baixo havia o número para discar.

“Talves eu ligue essa semana.” Pensou, tendo o cuidado de não falar. Já havia pego desses panfletos antes, duas vezes de chinesa e uma de brasileira. Todas as vezes tinha tido um bom serviço. Elas realemente topavam quase tudo. Mas sempre jogava o panfleto fora depois de se satisfazer pois achava que manter aquele tipo de conteúdo em sua casa era anormal.

“- Você pega, liga, fode e joga fora.” Dizia ele. “- Se quiser mais, pegue outro panfleto. É por isso que eles distribuem isso todos os dias.”

Tracy logo adormeceu e não reparou que na estação seguinte um senhor vestindo um casaco marrom velho com botas pretas e calça jeans também velha havia entrado junto com o mendigo que gritava sobre o apocalípse em Leiceste Square.

Os dois ficaram conversando em sussuros audíveis para quem prestasse atenção a viagem toda. Desembarcando em Burnt Oak. Antes de sair do trem, o senhor de botas pretas olhou para Tracy adormecido com um grande sorriso amarelo estampado no rosto.

 

“- Já está na hora de acordar.” Disse assim que pisou na plataforma. Tracy acordou logo em seguida, com o trem fechando a porta e saindo. Pela segunda vez naquele dia, havia passado direto do ponto.

1 “- Esta estação é Tottenham Court Road.”

“- Troque aqui para a Central Line.”

“- Este é um trem da Northem Line com destino a South Wimbledon.”(tradução)

2“- Desculpe.” (tradução do japonês)

3“- De nada”. (tradução)

Link Permanente Deixe um comentário

Próxima página »